A NASA iniciou uma série de ensaios no Icing Research Tunnel, localizado no Glenn Research Center, em Cleveland, para investigar um risco raro, porém persistente, à aviação: a formação de gelo quando aeronaves atravessam nuvens contendo gotas de água muito frias e de grande diâmetro.
O que está sendo estudado
O fenômeno, denominado “supercooled large droplet icing”, ocorre quando gotas de água permanecem líquidas abaixo de 32 °F (0 °C) e, ao entrarem em contato com a aeronave, congelam rapidamente em áreas não protegidas por sistemas convencionais de degelo.
Por que é um desafio
Projetos de aeronaves consideram, em geral, gotículas de 2 a 100 micrômetros de diâmetro — para efeito de comparação, um fio de cabelo humano mede cerca de 70 micrômetros. Em situações menos comuns, entretanto, as nuvens podem conter gotas super-resfriadas de até 2 000 micrômetros, semelhantes às observadas em episódios de chuva congelante ao nível do solo. Essas gotas maiores podem atingir partes posteriores da aeronave, além do alcance dos sistemas de proteção contra gelo.
A estratégia da NASA
A agência está aprimorando os equipamentos que geram e medem as nuvens artificiais no túnel de testes. Entre os recursos, destacam-se novos sensores capazes de registrar, em tempo real, gotas com mais de 45 micrômetros, calibrando o tamanho das partículas formadas no interior do túnel. Os dados coletados serão comparados a análises posteriores de imagens das gotículas e complementados por outro sensor dedicado a partículas menores que 45 micrômetros, possibilitando mapear todo o espectro de tamanhos.
Imagem: nasa.gov
Próximos passos
Esse conjunto de ensaios representa um marco para o Subsonic Flight Demonstrator, projeto ligado à diretoria de Pesquisa e Tecnologia da NASA. A análise detalhada dos resultados está em andamento, e as conclusões serão divulgadas à comunidade aeroespacial assim que finalizadas.
Com informações de NASA
