Curiosity realiza 48ª perfuração em novo quadrante Cache Creek, na cratera Gale

Gale Crater, Marte – 25 de setembro de 2026. O rover Curiosity concluiu a perfuração de seu 48º alvo rochoso, batizado de “Basque Lakes”, dentro do recém-alcançado quadrante Cache Creek, na cratera Gale.

Origem do nome e contexto geológico

Cache Creek recebe o nome de uma região da Colúmbia Britânica, no Canadá, conhecida por variedade geológica que inclui crosta oceânica, sedimentos marinhos, rochas vulcânicas e depósitos glaciais, além de lagos de química incomum. A área também integra a histórica rota da corrida do ouro da década de 1860.

Procedimentos de triagem e perfuração

Como líder de uplink do espectrômetro APXS e planejadora estratégica, a pesquisadora Lucy Thompson coordenou as análises preliminares em “Basque Lakes”. O APXS mediu a composição química, enquanto a câmera MAHLI aproximou-se a 1 centímetro para registrar texturas detalhadas. O instrumento ChemCam disparou seu laser no alvo para complementar a caracterização composicional. Após teste de pré-carga confirmar a estabilidade da rocha, a equipe autorizou a perfuração.

Análises em andamento

O material coletado será examinado pelo laboratório CheMin durante o fim de semana, por difração de raios X, para identificar minerais e entender os processos de deposição e alteração da rocha. Na próxima semana deverá ocorrer a entrega de amostras ao laboratório SAM, etapa que aprofundará a investigação.

Atividades adicionais

Apesar de restrições de energia e da idade avançada do rover, foram planejadas ações complementares:

Curiosity realiza 48ª perfuração em novo quadrante Cache Creek, na cratera Gale - Imagem do artigo original

Imagem: science.nasa.gov

  • Imagem panorâmica do terreno circundante com a Mastcam;
  • Análise química de um afloramento próximo chamado “Peace River” pelo ChemCam;
  • Registro remoto de um depósito de blocos na base do monte “Cordillera”;
  • Monitoramento ambiental contínuo com câmeras Navcam e Mastcam.

O Curiosity deve permanecer no local por aproximadamente mais uma semana, até descartar os restos da amostra e retomar a subida em direção ao Monte Sharp, acumulando até agora 38 quilômetros de percurso e mais de 1 quilômetro de ganho de altitude desde a chegada a Marte.

Com informações de NASA Science