Pasadena (EUA), 5 de junho de 2026 – Na semana marciana que compreende os sóis 4913 a 4919, a equipe da missão Curiosity concentrou os esforços em deslocar o rover para seu próximo grande alvo científico: a chamada “unidade yardang”, um conjunto de colinas claras moldadas pelo vento no interior da cratera Gale.
Segundo o planejamento terrestre desta sexta-feira (5), o veículo da NASA deixou temporariamente as campanhas focadas em um único ponto para adotar um modo mais dinâmico de exploração. Nessa etapa, os engenheiros variam entre longas travessias e paradas curtas, aproveitando cada oportunidade de analisar afloramentos rochosos ao longo do trajeto.
Rochas claras e camadas escuras
Durante a jornada rumo ao sul, o Curiosity atravessou leitos de rocha laminar predominantemente pálida, intercalados por faixas mais escuras e frágeis. Esses contrastes exigem planejamento cuidadoso dos motoristas robóticos, já que alguns blocos se projetam em ângulos irregulares.
As ferramentas APXS e MAHLI examinaram materiais escuros nas regiões batizadas de “Rio Bio Bio” e “Placilla de Caracoles”, além de porções claras escovadas nos pontos “La Primavera” e “Los Quemados”. O espectrômetro a laser ChemCam também registrou leituras químicas de ambos os tipos de rocha.
Imagens de longa distância
Mastcam e ChemCam LD-RMI capturaram fotografias de formações geológicas notáveis. Entre elas estão “Mira Flores”, um pequeno remanescente erosivo observado sob diferentes ângulos, e o canal “Kimsa Chata”, que exibe estruturas sedimentares potencialmente úteis para determinar se o ambiente antigo era desértico, lacustre ou intermediário.
Monitoramento ambiental
O Grupo Temático de Meio Ambiente manteve rotinas de vigilância, monitorando redemoinhos de poeira na cratera Gale e medindo a quantidade de partículas suspensas na atmosfera marciana.
Imagem: science.nasa.gov
Próximos passos
Para o fim de semana, está previsto um avanço até uma área onde o contraste entre rocha clara e escura se torna mais acentuado. Logo adiante, imagens orbitais sugerem um terreno aparentemente liso, livre de blocos salientes. A equipe reforça que só será possível identificar a composição desse setor após a chegada do rover, mantendo o espírito de exploração que marca a missão desde 2012.
O Curiosity segue, assim, seu percurso até a unidade yardang, esperando revelar novos detalhes da história geológica de Marte nos próximos sóis.
Com informações de NASA Science
