Houston (EUA) – Com mais de 16 anos de atuação no Centro Espacial Johnson, o engenheiro Scott Wray assumiu a função de líder de treinamento de Atividades Extraveiculares (EVA) para o programa Artemis, iniciativa da NASA que pretende levar astronautas de volta à superfície lunar.
Experiência construída desde o ônibus espacial
Wray iniciou a carreira na agência como estagiário do programa de cooperação com a United Space Alliance, enquanto cursava engenharia aeroespacial na Embry-Riddle Aeronautical University. Em 2007, durante a missão STS-117, participou da elaboração de procedimentos para reparar o isolamento térmico do ônibus espacial Atlantis, experiência que o aproximou da equipe de EVA.
Após a formatura, tornou-se instrutor de EVA, focado em ferramentas e procedimentos de manutenção para astronautas. Com a ampliação da diversidade do corpo de astronautas, trabalhou no desenvolvimento de técnicas capazes de atender tripulantes de diferentes biotipos.
Missões críticas e lições aprendidas
Como controlador de voo, Wray esteve na sala de controle em julho de 2013, quando a caminhada espacial da Estação Espacial Internacional precisou ser encerrada devido ao acúmulo de água no capacete do astronauta Luca Parmitano, da ESA. O incidente reforçou, segundo ele, a importância de vigilância permanente e aprendizado contínuo na exploração humana.
Desafios para a Lua
Agora, as atenções se voltam às futuras caminhadas lunares. “Será um traje novo, veículos novos e um ambiente totalmente diferente”, explicou Wray. Além das técnicas básicas de locomoção em gravidade reduzida, o currículo inclui geologia aplicada, com temas como crateras de impacto, vulcanologia, coleta de amostras e planejamento de travessias.
Para consolidar essas habilidades, a equipe utiliza vários ambientes de simulação:
Imagem: nasa.gov
- Neutral Buoyancy Laboratory, em operação desde 1997;
- Sistema de Compensação de Gravidade Ativa (Active Response Gravity Offload System);
- Laboratórios de realidade virtual e de iluminação que reproduzem as condições de luz no polo sul lunar;
- Campos de treinamento geológico para práticas de coleta;
- Simuladores de traje que permitem respostas a cenários de alerta.
“Nosso objetivo é integrar ciência e operações em um programa que garanta o sucesso dos astronautas na Lua e, futuramente, em Marte”, afirmou Wray.
Com a liderança de Wray, a NASA busca estabelecer a base de conhecimento necessária para a próxima era da exploração humana e para missões que visam expandir a presença da humanidade no Sistema Solar.
Com informações de NASA
