Washington, 14 de maio de 2026 – Um levantamento dos dados “Black Marble”, da NASA, mostrou que a iluminação artificial noturna na Terra apresentou mudanças intensas e opostas entre 2014 e 2022, contrariando a ideia de crescimento uniforme do brilho global.
O estudo, publicado em abril de 2026 na revista Nature, analisou registros diários, mensais e anuais captados pelo instrumento VIIRS (Visible Infrared Imaging Radiometer Suite) a bordo dos satélites Suomi-NPP, NOAA-20 e NOAA-21. O sensor detecta luz em comprimentos de onda do verde ao infravermelho próximo, filtrando sinais como luzes urbanas, luar refletido e auroras.
34% de aumento global, mas com fortes contrastes regionais
Os pesquisadores apuraram que a radiação luminosa global subiu 34% no período avaliado. Contudo, o avanço oculta áreas extensas de escurecimento. O mapa elaborado indica em amarelo e dourado as regiões de maior claridade e, em roxo, as que mais escureceram.
Nos Estados Unidos, cidades da Costa Oeste tiveram aumento de brilho relacionado ao crescimento populacional, enquanto grande parte da Costa Leste apresentou redução, atribuída à adoção de LEDs energeticamente mais eficientes e a mudanças econômicas. Na Europa, a França registrou queda de 33% na luminosidade, o Reino Unido 22% e os Países Baixos 21%, fenômeno ligado a políticas de conservação e substituição de lâmpadas. Em 2022, o continente europeu escureceu de forma acentuada durante a crise energética pós-conflito Rússia-Ucrânia.
Expansão luminosa na Ásia
China e norte da Índia exibiram forte aumento de luz noturna, impulsionado pela urbanização acelerada. A visualização também destaca oscilações associadas a ciclos de construção, blecautes, retrofits de infraestrutura e flutuações industriais.
Imagem: science.nasa.gov
Versões em alta resolução dos mapas e animações anuais do período 2014-2022 estão disponíveis no Scientific Visualization Studio, da NASA.
Com informações de NASA Science
