A NASA coordenou, no segundo fim de semana de janeiro de 2026, duas queimadas prescritas que cobriram aproximadamente 2.600 acres dentro do Kennedy Space Center, na Flórida, enquanto ocorria a contagem regressiva para um lançamento. Foi a primeira vez que o espaçoporto mais movimentado do mundo executou esse tipo de operação paralelamente às atividades de decolagem.
A ação foi conduzida pela U.S. Fish and Wildlife Service, com supervisão da Diretoria de Integração do Spaceport da NASA e colaboração de parceiros comerciais. O objetivo principal foi reduzir material combustível no solo, evitar incêndios não planejados e preservar habitats sensíveis.
Áreas afetadas
• Cerca de 1.400 acres foram queimados na região nordeste do centro, conhecida como Happy Creek, área vital para o ameaçado pássaro Florida scrub-jay e outras espécies que dependem de fogos periódicos.
• Outros 1.200 acres, situados a leste da Kennedy Parkway e ao sul da zona industrial, receberam o fogo controlado. A região fica próxima ao prédio administrativo de sete andares do centro e a instalações icônicas, como o Neil A. Armstrong Operations and Checkout Building e o Space Systems Processing Facility.
Motivação e desafios
Em 2025, o Kennedy superou a marca de 100 lançamentos bem-sucedidos, e a expectativa é de crescimento desse ritmo nos próximos anos. “Precisamos encontrar maneiras de diminuir o combustível disponível para fogo sem comprometer as necessidades de lançamento de nossos parceiros governamentais e comerciais”, afirmou Greg Gaddis, gerente sênior de operações do espaçoporto.
O burn boss — responsável por planejar as queimadas — avaliou fatores como condições meteorológicas na estação seca da Flórida e a proximidade da infraestrutura de lançamento. Ventos constantes do Atlântico podem espalhar rapidamente chamas não controladas, oferecendo risco tanto à fauna quanto às estruturas do complexo.
Medidas de segurança
Antes das ignições, equipes revisaram previsões de vento, emitiram alertas de fumaça, realocaram parte do pessoal e autorizaram trabalho remoto. Houve fechamentos intermitentes de vias e entradas do centro ao longo do fim de semana.
Imagem: nasa.gov
“Observar a coordenação entre grupos especializados foi impressionante”, relatou Shawn Sullivan, chefe da operação de queimada e vice-gerente de manejo de fogo da região 4 do Serviço de Pesca e Vida Selvagem.
Manejo contínuo
Os responsáveis pelo refúgio avaliam que queimadas a cada dois ou três anos mantêm a saúde do ecossistema e facilitam o acesso de bombeiros em caso de incêndios acidentais. Reduzir a vegetação densa também limita o combustível disponível para chamas inesperadas, apoiando a proteção das plataformas de lançamento e demais instalações críticas.
Com informações de NASA
