Greenbelt, Maryland, abril de 2026 – Peter Rossoni, gerente de voo do Sistema Óptico de Comunicações da Orion para a missão Artemis II, coordenou a estreia da comunicação a laser em uma viagem tripulada ao espaço profundo.
Quem é o responsável
Rossoni, que cresceu assistindo aos lançamentos do programa Apollo com a família, seguiu carreira científica influenciado pelos pais. Atualmente trabalha no Centro de Voo Espacial Goddard, da NASA, conduzindo a integração do terminal óptico na espaçonave Orion.
O que foi feito
Durante os cerca de dez dias de duração da Artemis II, o sistema transmitiu vídeos, fotos, dados de engenharia, procedimentos de voo e comunicações da tripulação diretamente da órbita lunar para a Terra. No total, mais de 450 gigabytes – o equivalente a cerca de 100 filmes em alta definição – chegaram ao Centro de Controle de Missão da agência, em Houston.
Como funciona a tecnologia
A comunicação óptica emprega luz infravermelha invisível, possibilitando taxas de descida de até 260 megabits por segundo. Nessa velocidade, um longa-metragem em 4K pode ser enviado da Lua em aproximadamente um minuto, oferecendo capacidade até 100 vezes maior que os sistemas de rádio convencionais e liberando essas frequências para dados críticos.
Integração com infraestrutura existente
Embora o caminho óptico opere em paralelo ao rádio, ambas as soluções convergem para as mesmas redes a bordo da Orion e no centro de controle. A equipe, liderada por Rossoni, desenvolveu métodos para que os dois meios trabalhassem juntos sem gargalos.
Preparação para o voo
Antes do lançamento, os times de voo e solo realizaram ensaios completos, revisões de prontidão operacional e testes de integração. Esses passos garantiram o desempenho necessário para manter o elo vital entre os astronautas – Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen – e a Terra.
Imagem: nasa.gov
“Comunicações são um pilar fundamental da exploração”, ressaltou Rossoni durante a missão. Ele acompanhou as operações diretamente da sala de controle, monitorando o fluxo de dados do terminal a laser até o recebimento em Houston.
Com a demonstração concluída, a NASA considera a tecnologia apta para operações regulares em futuras viagens tripuladas a destinos distantes.
Com informações de NASA
