Washington, 6 de novembro de 2023 – A sonda Voyager 1, lançada pela NASA em 1977, deverá ultrapassar a marca de um dia-luz – equivalente a 16,1 bilhões de milhas (aprox. 25,9 bilhões de quilômetros) a partir do Sol – em 18 de novembro de 2026, exatamente 49 anos após o início da missão.
Lançamento e “Grand Tour”
Voyager 1 e Voyager 2 decolaram em 1977 aproveitando um raro alinhamento dos quatro maiores planetas do Sistema Solar – Júpiter, Saturno, Urano e Netuno – fenômeno que ocorre somente a cada 175 anos. Utilizando seis assistências gravitacionais combinadas, as duas sondas registraram imagens sem precedentes dos gigantes gasosos e gelados e de várias de suas luas.
Caminhos separados
Na década de 1980, as trajetórias se dividiram em Saturno: Voyager 2 seguiu para Urano e Netuno, enquanto Voyager 1 realizou um retrato do Sistema Solar (sem Mercúrio e Marte), capturando a famosa imagem da “pálida bolinha azul” que representa a Terra.
O Disco de Ouro
Cada espaçonave transporta o Golden Record, disco fonográfico de 12 polegadas com saudações em 55 idiomas, 27 faixas musicais, 116 imagens e sons da Terra. O conjunto é protegido por uma capa de alumínio com gravações que indicam a localização do Sol em relação a 14 pulsares e instruções de reprodução. O disco recebeu camadas de cobre e ouro; já a capa foi revestida por uma amostra ultrapura de urânio-238, isótopo cujo tempo de meia-vida é de 4,468 bilhões de anos.
Da heliosfera ao espaço interestelar
Voyager 1 cruzou a heliopausa – limite entre o vento solar e o meio interestelar – em agosto de 2012. Voyager 2 fez o mesmo em novembro de 2018. A Deep Space Network, rede de antenas da NASA, continua enviando comandos e recebendo dados. No momento da medição citada, a antena de Canberra (Austrália) acompanhava Voyager 1 a 25,80 bilhões de quilômetros, pouco acima de 16 bilhões de milhas.
Imagem: science.nasa.gov
Em 18 de novembro de 2026, a espaçonave atingirá a marca de um dia-luz de distância do Sol, consolidando-se como o objeto humano mais afastado já monitorado.
Com informações de NASA Science
