Um integrante da Expedição 47 a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) produziu, em 6 de maio de 2016, um panorama detalhado das Montanhas Olímpicas, no estado de Washington (EUA). A imagem combina várias fotografias sequenciais capturadas com uma câmera digital Nikon D4 equipada com lente de 400 mm.
Terreno acidentado em destaque
O mosaico revela o núcleo montanhoso do Parque Nacional Olympic, além de trechos da costa do Pacífico. Formadas entre 55 e 15 milhões de anos atrás, as rochas do maciço — compostas principalmente de basalto e sedimentos marinhos — foram empurradas para cima quando a placa Juan de Fuca subduziu sob a placa Norte-Americana, atingindo altitudes de até 2.440 m.
Glaciares em retração
Neve e chuvas abundantes alimentam glaciares que esculpem a paisagem, mas estudos indicam redução acelerada. Em 2015 foram contabilizados 255 glaciares e campos de neve perenes; 35 glaciares e 16 campos desapareceram nos 35 anos anteriores.
Vales e rios
Vales profundos, como os dos rios Hoh, Queets e Quinault, conduzem a água ao Pacífico. Já o rio Elwha corre para o norte até o Estreito de Juan de Fuca. Duas barragens erguidas no início do século XX bloquearam a migração de salmões; sua remoção, entre 2011 e 2014, iniciou a restauração do ecossistema fluvial.
Importância estratégica do estreito
O Estreito de Juan de Fuca, fronteira natural entre Estados Unidos e Canadá, conecta o Pacífico ao Puget Sound e abriga intensa navegação rumo a portos como Seattle e Tacoma, visíveis no limite da fotografia.
Imagem: science.nasa.gov
Objetivo científico
O programa de observação da Terra da ISS apoia pesquisadores ao disponibilizar gratuitamente imagens de alta resolução. As fotos, tratadas para melhorar contraste e remover artefatos, auxiliam no monitoramento de mudanças ambientais e geológicas.
Com informações de NASA Science
