Satélites da NASA registram avanço de megaincêndio que devastou pradarias de Nebraska

Imagens obtidas por satélites da NASA revelaram a dimensão do incêndio florestal que começou na tarde de 12 de março de 2026 no condado de Morrill, Nebraska, e que, em menos de 12 horas, percorreu cerca de 110 quilômetros em direção leste-sudeste.

Os dados do sensor VIIRS, a bordo de satélites do Joint Polar Satellite System (JPSS), mostram que o chamado fogo de Morrill consumiu mais de 640 mil acres (260 mil hectares) em uma semana, tornando-se o maior incêndio já registrado no Estado.

Comparação antes e depois

A NASA divulgou duas imagens em cores falsas para destacar as áreas queimadas próximas ao rio North Platte, no oeste de Nebraska. A primeira, de 28 de fevereiro, foi captada antes do evento; a segunda, de 29 de março, confirma a área devastada. Naquela data, autoridades informaram que o fogo de Morrill estava 100% contido, mas equipes ainda combatiam dois focos menores a nordeste, denominados Ashby e Minor, iniciados em 26 de março.

Números nacionais em alta

O Centro Nacional Interagências de Incêndios (NIFC) contabilizou, até 27 de março, 15.436 incêndios em todo os Estados Unidos, totalizando 1.510.973 acres queimados. A média de dez anos para o mesmo período é de 9.195 ocorrências e 664.792 acres.

Condições que favoreceram as chamas

Segundo o NIFC, temperaturas acima da média, ventos fortes e precipitação inferior a 50% do normal durante o inverno deixaram o solo e a vegetação da região das Grandes Planícies excepcionalmente secos, facilitando a propagação das chamas.

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Imagem: the North Platte River via science.nasa.gov

Danos a propriedades e fauna

Relatos locais apontam destruição de casas, celeiros, cercas e perdas de gado. Parte significativa do Crescent Lake National Wildlife Refuge, nos Sandhills, também foi atingida. Mesmo assim, centenas de milhares de grous-canadenses continuam sua migração anual pelo vale do rio Platte.

As imagens foram processadas pela NASA Earth Observatory com apoio da infraestrutura EOSDIS LANCE e da plataforma GIBS/Worldview.

Com informações de NASA Science