Satélites em órbita da NASA registraram, em 26 de julho de 2026, uma densa camada de fumaça se espalhando pelo nordeste do Oregon, resultado de dezenas de incêndios florestais que já consumiram centenas de milhas quadradas no estado.
Os focos começaram após tempestades secas sobre a Cordilheira das Cascades na noite de 15 de julho, quando milhares de raios atingiram Oregon e Washington. No dia seguinte, sensores em órbita identificaram numerosos incêndios em expansão, principalmente nas regiões central e leste do Oregon.
A imagem capturada pelo satélite Aqua mostrou colunas de fumaça impulsionadas por ventos fortes, enquanto o terreno sofria com seca extrema e calor de verão. A névoa resultante levou o governo estadual a emitir alertas de qualidade do ar para o leste do Oregon.
Principais incêndios ativos
Em 26 de julho, os maiores focos em atividade eram Hay Creek Complex, Brewer, Big Grass, Akawa Butte e Powder River. Diversos permaneciam com menos de 5% de contenção, segundo o National Interagency Fire Center. Para proteger comunidades ameaçadas, o estado acionou a Emergency Conflagration Act e concentrou esforços em incêndios como Shingle, Bench, Beachcomb e Second Flat.
Força-tarefa em solo e no espaço
Mais de 10 000 bombeiros atuavam no combate às chamas. No espaço, plataformas da NASA, como FIRMS (Fire Information for Resource Management System), o navegador Worldview e o Fire Event Explorer, forneciam dados em tempo real que ajudam autoridades e equipes de emergência a acompanhar o comportamento do fogo.
Imagem: MODIS via science.nasa.gov
Dados acumulados
Até 27 de julho de 2026, os incêndios no Oregon haviam queimado mais de 1 milhão de acres, de acordo com veículos de imprensa. No mesmo período, o National Interagency Fire Center informou que as queimadas em todo o território dos Estados Unidos ultrapassaram 4 milhões de acres, acima da média de 3,4 milhões registrada entre 2016 e 2025.
Com informações de NASA Science
