A República da Sérvia assinou, na última quinta-feira, os Acordos Artemis durante cerimônia realizada na sede da NASA, em Washington, passando a integrar o grupo de 69 nações comprometidas com a exploração espacial pacífica, transparente e responsável.
“O vínculo da Sérvia com a NASA remonta ao programa Apollo, quando engenheiros sérvios ajudaram a viabilizar alguns dos maiores feitos da humanidade no espaço”, afirmou o vice-administrador da agência, Matt Anderson. Ele destacou o trabalho de Milojko “Mike” Vučelić, agraciado com a Medalha Presidencial da Liberdade por seu papel decisivo no retorno seguro da missão Apollo 13.
Segundo a NASA, engenheiros sérvio-americanos contribuíram, na era Apollo, em áreas como engenharia de sistemas, propulsão, alimentação elétrica, acoplamento de espaçonaves, confiabilidade eletrônica e coordenação de missões — atividades que incluíram análises de pouso lunar e procedimentos de acoplamento seguro.
O ministro das Relações Exteriores da Sérvia, Marko Đurić, assinou o documento em nome do país. “Viemos de uma nação de grandes mentes, como Nikola Tesla e Milutin Milanković, e também do legado de David Vujic, integrante do grupo ‘Serbian Seven’ que ajudou a tornar possível a chegada do homem à Lua”, disse Đurić, citando o lema per aspera ad astra e reforçando o compromisso de “avançar rumo a novas fronteiras”.
Com a adesão, a Sérvia poderá participar de futuras iniciativas lunares lideradas pelos Estados Unidos, entre elas o envio de cargas científicas e tecnológicas para a planejada base lunar e o desenvolvimento de CubeSats para as próximas missões Artemis.
Também participaram da solenidade o embaixador sérvio nos Estados Unidos, Dragan Šutanovac; a secretária de Estado para Ciência, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, Marija Gnjatović; e o secretário-assistente do Departamento de Estado norte-americano para Oceanos, Meio Ambiente Internacional e Assuntos Científicos, Wesley Brooks.
Imagem: nasa.gov
Lançados em 2020 pela NASA e pelo Departamento de Estado dos EUA, ao lado de outros sete países fundadores, os Acordos Artemis estabeleceram princípios práticos para coordenar atividades na Lua, em Marte e além. Entre os compromissos estão:
- exploração pacífica e transparente;
- prestação de auxílio a quem necessitar;
- compartilhamento de dados científicos;
- não interferência nas atividades de outros;
- preservação de sítios e artefatos históricos mediante boas práticas.
Cinco anos depois, a Política Espacial Nacional do então presidente Donald J. Trump orientou a NASA a criar um posto avançado lunar permanente, iniciativa que coloca em prática os princípios dos Acordos e convida todos os signatários a tomar parte no projeto.
A agência espacial norte-americana prevê que mais países formalizem adesão nos próximos meses, reforçando a construção de um futuro seguro e próspero na exploração espacial.
Com informações de NASA
