Washington, 8 de julho de 2026 – O sensor VIIRS (Visible Infrared Imaging Radiometer Suite) a bordo do satélite NOAA-20 registrou, às 15h30 UTC de 5 de julho (1h30 locais de 6 de julho), uma imagem noturna do olho do Super Tufão Bavi enquanto o sistema atravessava as Ilhas Marianas do Norte, no Pacífico.
Com ventos sustentados estimados em 290 km/h, o ciclone alcançou intensidade de categoria 5 na Escala Saffir-Simpson pouco antes da passagem sobre a ilha de Rota, ao norte de Guam. A iluminação parcial da Lua, então em fase minguante gibosa, realçou a parede do olho no setor oeste.
Dados de satélites indicaram temperaturas superficiais do mar próximas de 30 °C, condição que favoreceu a rápida intensificação do fenômeno. Bavi tornou-se o terceiro ciclone tropical de 2026 a atingir a categoria máxima.
Relatórios meteorológicos apontaram ventos de até 250 km/h quando o tufão avançava sobre o mar das Filipinas em 8 de julho, com trajetória projetada em direção a Taiwan, arquipélago Ryukyu (sul do Japão) e costa continental chinesa, acompanhada de enfraquecimento gradual.
Equipes da Guarda Costeira dos Estados Unidos trabalharam para remover destroços e reabrir portos em Guam, Rota e Saipan após a passagem do sistema, que provocou danos em redes elétricas, alagamento de vias e prejuízos a edificações, inclusive a uma estação de distribuição de água em Rota.
Imagem: science.nasa.gov
Meteorologistas destacam que tufões com potencial para categoria 5 são mais prováveis durante fortes eventos de El Niño, como o registrado em 2026, pois as formações tendem a ocorrer mais a leste e dispõem de mais tempo sobre águas quentes.
Com informações de NASA Science
