Washington, 30 mai. 2024 – Pesquisadores do projeto FireSense, da NASA, desenvolveram sensores térmicos de baixo custo para serem instalados em tratores de esteira usados no combate a incêndios florestais, fornecendo dados que complementam a observação feita por satélites e outras plataformas espaciais.
Quem
A iniciativa reúne cientistas dos centros Ames (Califórnia) e Langley (Virgínia) da NASA, além de especialistas da Universidade do Alabama em Huntsville e equipes da Comissão Florestal do Alabama (AFC).
O que
Os sensores utilizam um termopar comercial ligado a um LED no painel do veículo. Quando a temperatura externa atinge níveis perigosos, a luz pisca, alertando o operador. O sistema é alimentado por pilhas AA e custa pouco para ser replicado.
Quando e onde
O equipamento foi apresentado em abril de 2024, durante encontro entre pesquisadores e bombeiros no sul do Alabama. O primeiro sensor foi colocado em operação em setembro de 2025 e o segundo, em março de 2026.
Como
Componentes prontos para uso – semelhantes aos empregados em fornos industriais – foram integrados rapidamente aos chamados “fire dozers”, tratores que abrem aceiros perto das chamas. A cabine fechada desses veículos, conhecida como envirocab, dificulta ao operador perceber o aumento de temperatura; o alerta visual supre essa limitação.
Por quê
Além de aumentar a segurança dos operadores, os sensores geram dados fundamentais sobre o comportamento do fogo abaixo da copa das árvores. Essas informações se somam às coletadas por instrumentos aéreos e satélites, aprimorando modelos que preveem intensidade, taxa de propagação, convecção e emissões de gases.
Imagem: fire reaches a dangerous threshold via nasa.gov
Próximos passos
A NASA e a AFC planejam integrar o espectrômetro Fire Thermal InfraRed (FireTIRS) para medir temperatura, comprimento de chama e outros parâmetros. Também estão em avaliação anemômetros e câmeras compactas, que poderão ser acoplados aos tratores para registrar velocidade do vento, severidade da queima e volume de combustível consumido.
Segundo a gerente de integração científica Jennifer Fowler, o conjunto de medições contribuirá para a “próxima geração de modelos de fogo”, oferecendo aos bombeiros mais tempo de reação em operações de campo.
Com informações de NASA
