Quem: Os satélites norte-americanos Terra e ICESat-2, operados pela NASA.
O que: Detectaram que a cobertura de gelo do Oceano Ártico alcançou em 15 de março de 2026 a área máxima anual de 14,29 milhões de quilômetros quadrados, empatando com o menor valor já observado em registros de satélite desde 1979.
Onde: Observações concentradas sobre o Mar de Barents, periferia do Oceano Ártico, entre o arquipélago de Svalbard (Noruega) e as ilhas russas Franz Josef Land e Nova Zembla.
Quando: Dados coletados entre 15 e 17 de março de 2026.
Como:
- O instrumento MODIS a bordo do satélite Terra capturou imagem em 17 de março, revelando grandes áreas de água aberta misturadas a blocos de gelo quebrado próximo a Nova Zembla.
- O ICESat-2 forneceu medições altimétricas que indicaram gelo excepcionalmente fino no mesmo período.
Por quê: Pesquisadores do Laboratório de Ciências Criosféricas do Centro Goddard atribuem o recuo no Mar de Barents a padrões atmosféricos de grande escala que canalizam ar quente e úmido do Atlântico Norte para a região, acelerando o derretimento. Perturbações originadas perto da Indonésia podem influenciar esses ventos e chegar ao Ártico em até duas semanas.
Imagem: the MODIS via science.nasa.gov
Comparação com outras regiões
No lado oposto do Ártico, o Mar de Okhotsk também apresentou contribuições para a baixa extensão total de gelo, mas, segundo os cientistas, ali a variação é dominada por condições meteorológicas locais e pela natureza sazonal da cobertura, diferente da influência atmosférica remota que afeta o Mar de Barents.
Importância: O Mar de Barents é estratégico para rotas de navegação, pesca e pesquisas científicas. A redução e o afinamento do gelo monitorados pelos satélites preocupam especialistas sobre impactos futuros nessas atividades.
Com informações de NASA Science
