O satélite Sentinel-6 Michael Freilich, lançado em 2020 por NASA e ESA, identificou em 8 de junho de 2026 anomalias positivas no nível do mar que confirmam o avanço do fenômeno El Niño no Pacífico equatorial.
Dados de altimetria mostraram grandes áreas com elevação da superfície oceânica, sinal clássico de água mais quente. Quando a temperatura aumenta, o volume se expande e o mar sobe, permitindo aos cientistas acompanhar a distribuição de calor sob a superfície.
Como o satélite mede o fenômeno
O Sentinel-6 utiliza radar altímetro para registrar variações de alguns centímetros no nível do mar. Pesquisadores do Jet Propulsion Laboratory (JPL) removeram sinais sazonais e tendências de longo prazo para destacar apenas as flutuações de curto prazo, ligadas ao El Niño.
No início da primavera de 2026, o observatório já havia captado ondas de Kelvin — massas de água quente com centenas de quilômetros de largura — deslocando-se do oeste para o leste do Pacífico após o enfraquecimento e a inversão temporária dos ventos alísios.
Comparação com 1997
Segundo a pesquisadora Séverine Fournier, vice-cientista do projeto Sentinel-6, a configuração térmica no oeste do Pacífico em 8 de junho lembra a registrada em 1997, ano de um El Niño excepcionalmente forte. No leste, porém, o aquecimento ainda era menor na mesma data, embora novas ondas de Kelvin estivessem a caminho.
Confirmação da NOAA
A NOAA declarou oficialmente a presença do El Niño em 11 de junho de 2026, após vários meses com temperaturas pelo menos 0,5 °C acima da média na região central e leste do Pacífico equatorial.
Os próximos registros do Sentinel-6 indicarão se o episódio igualará a intensidade de 1997. Por ora, pesquisadores apontam que o evento continua ganhando força.
Com informações de NASA Science
