Melbourne, Austrália – O satélite Terra, da NASA, capturou em maio uma cena típica do outono no Hemisfério Sul: camadas de neblina matinal preenchendo vales nos Alpes Vitorianos, no leste do estado de Victoria. A imagem revela bancos de neblina sobre vários parques nacionais da região montanhosa.
Com o encurtamento dos dias na estação, a atmosfera esfria por mais tempo durante a noite, aproximando-se do ponto de orvalho — temperatura em que o vapor d’água se condensa e forma a chamada neblina de radiação. O ar frio, mais denso, escoa para os vales primeiro, favorecendo a formação do fenômeno. Imagens de satélite geoestacionário indicaram que, nessa data, a neblina persistiu por cerca de duas horas.
Nas semanas anteriores, uma frente fria úmida umedeceu o solo. Em seguida, a chegada de um sistema de alta pressão, lento e de ar mais calmo, criou as condições ideais para o surgimento da neblina. Rios, córregos e lagos presentes nos vales aumentaram o suprimento de vapor, intensificando o processo. As zonas de neblina destacaram-se ao longo do rio Mitta Mitta, rio Buffalo, córrego Livingston, lago Dartmouth e rio Snowy.
No mesmo dia, a aproximadamente 300 quilômetros a sudoeste, o Terra registrou às 8h19 (horário local, 22h19 UTC) uma nuvem em formato de arco sobre a baía de Port Phillip. A estrutura se estendia de St. Leonards, na margem oeste, até Mount Eliza, no lado leste. Segundo os dados, o arco deslocou-se para o sul enquanto a neblina nos Alpes Vitorianos se dissipava.
Imagem: the MODIS via science.nasa.gov
A nuvem arqueada formou-se pela interação de brisas terrestres e marítimas com o relevo em formato de ferradura que contorna a baía. Tanto a neblina nos vales quanto o arco sobre Port Phillip foram registrados pelo sensor MODIS a bordo do satélite Terra.
Com informações de NASA Science
