A aeronave experimental X-59 da NASA entra na fase final de preparação para seu segundo voo, passo decisivo que abrirá caminho para uma campanha ampliada de ensaios em 2026.
No novo teste, o piloto de testes da agência, Jim “Clue” Less, assumirá os comandos, decolando e pousando na Base Aérea de Edwards, nas proximidades do Centro de Pesquisa de Voo Armstrong, em Edwards, Califórnia. Durante toda a missão, Less será acompanhado por Nils Larson, também piloto da NASA, que voará em uma aeronave F/A-18 para monitorar o X-59 a curta distância.
Objetivo: expandir o envelope de voo
A segunda saída repetirá condições iniciais do primeiro voo, realizado em 28 de outubro de 2025 com Larson no comando, e iniciará o processo de envelope expansion, quando velocidade e altitude aumentam progressivamente. O plano prevê alcançar cerca de 230 mph a 12.000 pés, executar checagens funcionais e, em seguida, subir a 260 mph a 20.000 pés. O alvo final da campanha é atingir aproximadamente 925 mph (Mach 1,4) a 55.000 pés.
Entre o primeiro e o segundo voo, equipes da NASA e da Lockheed Martin realizaram extensa manutenção: remoção do motor F414-GE-100, do segmento de cauda inferior, do assento do piloto e de mais de 70 painéis para inspeções estruturais. Todo o conjunto já foi reinstalado. Um dos últimos testes em solo ocorreu em 12 de março, com a partida completa do motor.
Parte do programa Quesst
O X-59 é o elemento central da missão Quesst, iniciativa que busca demonstrar voo supersônico comercial silencioso sobre áreas habitadas. A expansão do envelope corresponde à Fase 1 do programa. Na Fase 2, a NASA avaliará o desempenho acústico da aeronave, estudando como o formato do jato dispersa as ondas de choque para reduzir o estrondo sônico a um leve “estalo”. Concluída essa etapa, a agência planeja sobrevoar comunidades selecionadas nos Estados Unidos para coletar percepções do público, dados que serão compartilhados com órgãos reguladores nacionais e internacionais.
Imagem: nasa.gov
“A partir de agora, cada voo permitirá subir gradualmente velocidade e altitude, sempre de forma controlada”, explicou Jim Less. “Depois de mais alguns passos, estaremos em voo supersônico a Mach 1,4, cerca de 55.000 pés.”
Com informações de NASA
