26 de fevereiro de 2026 – Luzon, Filipinas. Uma imagem captada pelo sensor OLI do satélite Landsat 8 mostrou em detalhe o fluxo de lava e as nuvens de cinzas que continuam a sair do vulcão Mayon, o mais ativo das Filipinas. O registro combina dados em cores naturais com observações no infravermelho para realçar o calor do material vulcânico.
Desde janeiro de 2026, o Instituto Filipino de Vulcanologia e Sismologia (PHIVOLCS) monitora o novo ciclo eruptivo do Mayon. Em 6 de janeiro, a agência elevou o nível de alerta para 3 (numa escala de 5) depois que a cratera passou a expelir lava e correntes piroclásticas desceram encosta abaixo.
Monitoramento orbital
Além do Landsat 8, outros satélites da NASA vêm rastreando as emissões de dióxido de enxofre (SO2) que o vulcão lança na atmosfera. Os sensores detectaram plumas expressivas do gás avançando para sudoeste em 4 de fevereiro e 6 de março. Nesse período, as emissões diárias variaram em média 2.466 toneladas, chegando a 6.569 toneladas em 4 de fevereiro e superando o recorde com 7.633 toneladas em 6 de março.
Impacto em solo
O PHIVOLCS registrou, somente em 8 e 9 de fevereiro, 469 deslizamentos de rocha, 12 correntes piroclásticas e queda de cinzas sobre os municípios de Camalig e Guinobatan. A corrente piroclástica mais longa chegou a percorrer cerca de 4 quilômetros pelo canal Mi-isi, na face sudeste.
Imagem: science.nasa.gov
A manutenção do alerta nível 3 levou à evacuação preventiva em um raio de 6 quilômetros ao redor da cratera, afetando centenas de famílias em Tabaco City, Malilipot e Camalig. Historicamente, o Mayon soma 65 erupções documentadas em 5.000 anos, com episódios fatais em 1814, 1897 e 1993.
Com informações de NASA Science
