Curiosity avança para a borda sul da formação “boxwork” em Marte

Planeta Vermelho, 6 de março de 2026 – O rover Curiosity entrou na fase final de investigação da unidade rochosa em forma de teia, conhecida como “boxwork”, concentrando-se nas extremidades leste e sul da área.

Operação em múltiplos “sols”

Duas sequências de trabalho de vários “sols” foram montadas nesta semana. Na primeira, o veículo posicionou-se no limite leste do terreno para realizar escovação e medições in loco no alvo de rocha Infiernillo, utilizando os instrumentos APXS e MAHLI. A ChemCam executou ainda análises LIBS nesse ponto e em um afloramento nodular chamado Humahuaca. A câmera MAHLI registrou a face vertical e esburacada batizada de Timboy Chaco, enquanto mosaicos em cores da Mastcam e imagens RMI ajudaram a mapear um monte ao sul e o contato geológico entre a unidade “boxwork” e o material estratificado adjacente.

Deslocamento intermediário

Um deslocamento no meio da semana levou o rover mais perto da fronteira leste, preparando terreno para duas ou mais travessias rumo ao limite sul. No ponto alcançado para o planejamento de sexta-feira, havia afloramentos de rocha de base e um bloco escuro destacado o suficiente para análises detalhadas.

Plano de sexta-feira

O bloco, batizado Thola, recebeu observações de proximidade por APXS, imagens MAHLI e medição de refletância pela ChemCam. Rochas escuras similares já foram interpretadas como meteoritos condritos, e os dados irão indicar se Thola é nativa de Marte ou não. Outros alvos do dia incluíram o leito rochoso liso Valle Fertil e a rocha nodular Norte Grande, ambos examinados pela ChemCam.

A Mastcam registrou mosaicos da rocha clara localizada na interface leste da unidade “boxwork”, pequenas depressões no regolito e cristas próximas. Também foram obtidas duas imagens contíguas de Thola e de um seixo escuro vizinho.

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Imagem: science.nasa.gov

Próximos passos

O plano termina com novo deslocamento em direção à borda sul da formação. A zona de contato fica a cerca de 100 metros de distância, o que deve exigir pelo menos mais duas manobras de direção.

Com informações de NASA Science