Washington, 9 de março de 2026 – O satélite NOAA-21, equipado com o sensor VIIRS (Visible Infrared Imaging Radiometer Suite), registrou em detalhes a redução da luminosidade sobre o Ártico provocada pelo eclipse lunar total de 3 de março de 2026.
Escurecimento detectado da órbita
Na madrugada de 3 de março, a Terra posicionou-se entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre o disco lunar. O fenômeno pôde ser visto a olho nu nas Américas, no Leste Asiático, na Austrália e em boa parte do Pacífico, onde o satélite também operava.
O VIIRS realizou varreduras noturnas a cada 100 minutos. A faixa mais escura foi coletada às 11h20 UTC (2h20 no horário do Alasca), cerca de 15 minutos após o início da totalidade. Com quase nenhum luar incidindo na superfície terrestre, as imagens evidenciam apenas a aurora boreal e pontos de iluminação artificial em áreas do Yukon e do leste do Alasca.
Às 13h00 UTC (4h00 no horário do Alasca), quando o satélite sobrevoou o oeste do Alasca e o Estreito de Bering, a Lua já saíra da fase total e entrara na parcial. A cena aparece mais clara, com reflexos lunares iluminando o relevo coberto de neve e nuvens sobre o mar.
As faixas mais brilhantes, registradas antes e depois do eclipse total, mostram a intensidade usual do luar de uma Lua cheia, destacando o contraste com o período de sombra completa.
Imagem: science.nasa.gov
Próxima oportunidade
O próximo eclipse lunar total ocorrerá em 31 de dezembro de 2028 e será visível na Europa, África, Ásia, Austrália e no Pacífico, coincidindo com as comemorações de Ano-Novo nessas regiões.
As imagens do NOAA-21 foram processadas pela NASA Earth Observatory a partir de dados VIIRS do sistema JPSS, evidenciando como missões em órbita contribuem para monitorar fenômenos astronômicos e seus efeitos na Terra.
Com informações de NASA Science
