Washington, EUA – A NASA e a Força Espacial dos Estados Unidos preveem que a sonda Van Allen Probe A volte a atravessar a atmosfera da Terra por volta das 19h45 (horário de Brasília: 20h45) de 10 de março de 2026, com margem de erro de 24 horas para mais ou para menos.
Lançada em 30 de agosto de 2012 para uma missão inicialmente estimada em dois anos, a nave de 600 quilos permaneceu em operação até 2019, quando o combustível acabou e deixou de conseguir se orientar em direção ao Sol. Durante quase sete anos, ela e sua gêmea, Van Allen Probe B, sobrevoaram os cinturões de Van Allen — faixas de partículas carregadas presas ao campo magnético terrestre — para investigar como essas partículas se acumulam e se dispersam.
Risco considerado mínimo
Segundo a projeção divulgada em 9 de março de 2026, a maior parte da estrutura deverá se desintegrar na reentrada. Componentes remanescentes podem atingir a superfície, mas o risco estimado de causar qualquer dano a pessoas é de 1 em 4.200, classificação considerada baixa pelos padrões internacionais. NASA e Força Espacial continuarão refinando as previsões até o momento da queda.
Descobertas científicas
Gerida pelo Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, a missão foi a primeira a permanecer por longos períodos dentro dos cinturões, região normalmente evitada por outras naves devido à intensa radiação. Entre os resultados, destacam-se dados inéditos que confirmaram a formação temporária de um terceiro cinturão durante episódios de atividade solar extrema.
Por que a reentrada foi antecipada
Quando as operações se encerraram em 2019, cálculos apontavam reentrada apenas em 2034. No entanto, o atual ciclo solar mostrou-se mais ativo que o previsto, culminando no máximo solar confirmado em 2024. Tempestades espaciais intensificaram o arrasto atmosférico sobre a sonda e adiantaram sua queda para 2026.
Imagem: nasa.gov
Os registros coletados continuam sendo analisados para aprimorar previsões de clima espacial, fundamentais para proteger satélites, missões tripuladas e infraestruturas terrestres como redes de comunicação, navegação e energia elétrica. Já a Van Allen Probe B, nave irmã da que irá reentrar, não deve retornar antes de 2030.
Com informações de NASA
