Washington, 26 de fevereiro de 2026 — Imagens captadas pelo satélite Landsat 1 nos dias 7 e 8 de fevereiro de 1977 mostram que o gelo se estendeu por 85 % da Baía de Chesapeake, resultado de um inverno excepcionalmente rigoroso no Meio-Atlântico dos Estados Unidos.
Os registros, obtidos pelo sensor Multispectral Scanner System (MSS) e apresentados em cor falsa (bandas 6-5-4), revelam o gelo em tons de azul, verde e branco. A análise feita pela NASA e publicada em 1980 indica que a formação começou no fim de dezembro de 1976, alcançou a porção média da baía em meados de janeiro e atingiu a máxima extensão na primeira semana de fevereiro.
Ventos persistentes de oeste, no início de fevereiro, deslocaram o gelo para as margens orientais das baías de Chesapeake e Delaware, gerando fraturas visíveis na superfície congelada. Quando o vento diminuiu, formou-se nova camada de gelo em áreas antes abertas, identificada nas imagens como manchas azul-escuro mais finas.
Operações de quebra-gelo relataram espessuras de até 30 cm na parte superior da baía e até 20 cm na parte inferior, com alguns afluentes registrando o dobro desses valores. Relatos da época citam moradores patinando, dirigindo carros e até tratores sobre a superfície congelada, enquanto marinas, píeres e faróis sofreram danos pela pressão do gelo em movimento. A mortandade de moluscos também foi elevada.
Imagem: science.nasa.gov
Quase meio século depois, o inverno de 2025-2026 apresentou cobertura menos extensa. Dados do U.S. National Ice Center apontaram cerca de 38 % de gelo nos dias 9 e 10 de fevereiro de 2026. Ainda assim, a concentração na parte superior da baía permitiu atividades incomuns, como corridas de iceboats em Claiborne Cove, no litoral leste de Maryland, mas dificultou o trabalho de pescadores locais ao aprisionar embarcações e limitar o acesso à baía.
Com informações de NASA Science
