Quem: Instrumentos MODIS, do satélite Aqua, e OLI, do Landsat 8, ambos da NASA.
O quê: Registro em alta resolução do ciclone tropical Gezani e do impacto de suas chuvas sobre Madagascar.
Quando: Imagem MODIS em 10 de fevereiro de 2026; imagem OLI em 14 de fevereiro de 2026. Fytia atingira a ilha em 31 de janeiro; Gezani fez landfall menos de duas semanas depois.
Onde: Costa leste de Madagascar, com destaque para Toamasina e Brickaville.
Como: O MODIS capturou o sistema em fase de rápida intensificação, com ventos sustentados chegando a 200 km/h (Categoria 3). Condições de fortalecimento incluíam temperatura da superfície do mar acima de 28 °C, cisalhamento de vento inferior a 20 km/h e atmosfera excepcionalmente úmida. Satélites usados no produto IMERG registraram taxas de chuva de até 4 cm/h ao passar por Toamasina.
Por quê: Madagascar está entre os países africanos mais sujeitos a ciclones, com temporada de novembro a abril e pico entre janeiro e março; em média, seis sistemas afetam a ilha por ano, dois deles tocando terra diretamente.
Imagem: science.nasa.gov
Danos iniciais
O Escritório Nacional de Gestão de Riscos e Desastres de Madagascar contabilizou dezenas de mortes, centenas de feridos e estragos em mais de 27 000 residências. Em Toamasina, segunda maior cidade do país, foram relatados apagões, colapso de telhados e escassez de água potável.
Enchentes mapeadas
Quatro dias após a passagem do ciclone, a câmera OLI do Landsat 8 registrou alagamentos severos nas margens do rio Rongaronga, próximo a Brickaville. A comparação com imagens de antes da tempestade mostra vilarejos e plantações de arroz, baunilha, lichia, pimenta-do-reino, cravo e canela submersos.
Com informações de NASA Science
